• Orc'estra Gamificação

Gamificação tem lugar no mundo empresarial?



Quantas pessoas você conhece que não gostam do emprego que têm? Tenho certeza que você conseguiu pensar em alguns nomes. Sabia que a gamificação pode ser um jeito de mudar esse cenário?


Uma pesquisa realizada pela Isma Brasil concluiu que 72% das pessoas estão insatisfeitas com seu trabalho. E ao contrário do que muitos imaginam, o profissional não é o único prejudicado nesse contexto.


Além de um trabalho bem feito, as instituições devem querer funcionários felizes e engajados, que trazem mais ideias e com ambições de posições de liderança! De acordo com o grupo Aberdeen, as corporações que possuem um programa estruturado voltado ao engajamento dos profissionais conseguem aumentar sua receita anualmente em 15,5%, em comparação a 12% das outras organizações. Ou seja, um funcionário realizado com o trabalho que realiza gera mais lucros para onde trabalha!


Ao perceber isso, cada vez mais companhias estão abrindo mão daquela estrutura organizacional que contava com muita burocracia e uma hierarquia muito vertical, onde o funcionário não tinha autonomia nem envolvimento criativo nos processos do trabalho.


O individualismo está perdendo a sua vez também, dando lugar a maior integração entre todos os ambientes da empresa - inclusive com a gerência: trabalhadores estão tendo uma maior participação em decisões importantes. Assim como as atitudes cooperativas estão sendo mais incentivadas do que a antiga competição.


O profissional de cada geração


O controle do funcionário não é mais o modo como as novas empresas estão operando, dando preferência pela qualidade da entrega. E grande parte dessa mudança foi trazida pelos próprios profissionais, afinal, não pode-se manter os mesmos moldes de empresas do século XX para pessoas do século XXI.


A geração Z é a primeira 100% nativa digital, de acordo com a pesquisa True Gen! O mercado de trabalho está sendo preenchido por pessoas comunicativas, flexíveis e em busca de experiências reais! São pessoas criativas, que fazem negócios novos a partir de ideias simples. E o mercado de trabalho não pode voltar a colocar essas pessoas em um trabalho de mesa, individual e que não estimule a autonomia e criatividade de cada um.


Imagem baseada na pesquisa “True Gen"

Para usufruir do melhor jeito do potencial criativo desses novos profissionais, as culturas empresariais estão cada vez mais flexíveis e inovadoras. Empresas antigas estão tentando se adaptar, enquanto startups recentes já foram criadas com essa nova cultura. Mas que cultura é essa?


Os novos ambientes de trabalho


A Forbes conversou com algumas dessas novas empresas e é possível observar a diferença dos ambientes em comparação com companhias tradicionais. Ambientes integrados, descontraídos e divertidos são encontrados em escritórios, além de uma força bem presente para unir e fortalecer equipes. O primeiro exemplo é a Loft, que foi o primeiro unicórnio brasileiro! Uma startup unicórnio é aquela que possui avaliação de preço de mercado no valor de mais de 1 bilhão de dólares!


O escritório da startup fica em São Paulo e conta com estações de café, sala de meditação e salas individuais para quem deseja trabalhar mais tranquilamente.


Aqui é muito normal você falar para um colega: ‘Estou indo para casa para me concentrar. Somos uma empresa com o foco em pessoas: pessoas se desenvolvem e desenvolvem junto a empresa' ,

disse Laís Coslop, uma das colaboradoras do Loft.


Quem deseja trabalhar em home-office possui total liberdade! Para a diretora de Recursos Humanos, ou head de people como a Loft chama, Daniela Bruzzi, o funcionário trabalhar a distância não pode ser um problema, já que almejam fazer a empresa crescer a nível global.


Ser descentralizado é o que permite uma empresa alcançar um nível global de forma muito mais rápida, a expansão não pode depender de uma barreira física.

Empresas com gestão horizontais fazem parte desse novo modelo empresarial


Desde que as indústrias começaram a investir em produção em massa, as companhias passaram a estabelecer uma hierarquia rígida entre os funcionários, em que cada um se preocupava somente com a sua área de produção, deixando tudo mais restrito.


Da revolução industrial, onde essa organização começou a ser amplamente utilizada, até os dias atuais, a maioria das empresas é regida em alguma variação desse modelo. Mas algumas corporações estão querendo sair completamente da hierarquia.


Uma empresa chamada Zappos mudou o seu modelo organizacional, saindo do modelo hierárquico para a holacracia.


O que é a holocracia? De acordo com a própria Zappos,

É um conjunto predefinido de regras e processos, verificações e balanços e diretrizes que uma organização pode usar para ajudá-los a se tornarem auto-gerenciados e auto-organizados, dando a cada funcionário (em vez da gerência) o poder de inovar, fazer mudanças, e ter uma voz.

A Zappos quis se tornar uma companhia em que cada um é responsável pela própria gerência e organização. Isso significa que cada funcionário sabe sua responsabilidade e tem a liberdade de cumprir sua função do modo como preferir. Além disso, eles também possuem autonomia para realizar mudanças para melhorar aspectos da empresa, mesmo que isso seja além de suas obrigações.



Infográfico retirado de Holacracy vs. Hierarchy, S. Lee, 2016. Tradução por Orc'estra Gamificação

A Zappos, que é uma loja online de calçados e roupas, entende que funcionários devem ter uma grande autonomia. Segundo eles,

Para conseguirmos fornecer um bom atendimento ao cliente, é importante que cada funcionário entenda as necessidades dos clientes e tenha a habilidade de melhorar a experiência do cliente sempre que possível.

De acordo com a empresa, a holocracia ainda é o modelo de administração presente e não possuem planos nenhum de mudar!


Empresas horizontais estão ganhando cada vez mais espaço, mas para uma organização assim ser consolidada, é importante que cada funcionário esteja realmente comprometido com o seu trabalho.


Para uma empresa hierarquizada transicionar para algum modelo de organização horizontal, como a holocracia, há um longo caminho de mudança em sua cultura organizacional - os funcionários devem desenvolver senso crítico, autonomia, criatividade para lidar com problemas e mudanças, entre outras inúmeras características importantes.


A gamificação é um dos métodos que pode ser explorado para fazer a consolidação de uma forte cultura dentro da empresa! Quer saber mais sobre este assunto? Dê uma olhada no nosso post O papel da gamificação na cultura organizacional de sua empresa.


E ambientes tradicionais ficam de fora dessa mudança?

Claro que não! E uma firma de advocacia de São Paulo veio exemplificar essa mudança! A Salles Franco de Campos Bruschini Advogados é formada por três sócios na faixa dos 40 anos, Pedro Salles, Renato Franco de Campos e Guilherme Bruschini. Os três sentaram um dia e decidiram tirar tudo o que incomodava no escritório existente e o produto dessa mudança foi de um open office, com uma estrutura horizontal e com um código de vestimenta um pouco menos rígido.


Os funcionários da firma possuem também um espaço mais tranquilo, com cadeiras para relaxar, uma varanda e videogames, que pode ser usado a qualquer momento - eles acreditam que ter esse momento de relaxamento ajuda na eficiência e integração da equipe.


Uma das funcionárias falou um pouco sobre o escritório horizontalizado e em como isso é importante para um bom ambiente de trabalho:


Aqui ninguém tem sala. O Renato é sócio do escritório e senta em uma baia igual a minha. Isso horizontaliza não só a nossa comunicação, mas a relação interpessoal do escritório como um todo.

Mesmo com esse novo ambiente de trabalho, certas regras devem ser seguidas para uma boa organização do time de funcionários, mas as pessoas não possuem mais o hábito de criar e obedecer regras por pura hierarquia!


De acordo com a Forbes, a tendência é que o dever de cada um esteja totalmente conectado com o que é preciso ser entregue para que o negócio funcione, e não simplesmente pelo exercício de um controle ineficaz, cujo único papel é manter níveis hierárquicos.


E a gamificação tem espaço nesse novo formato de empresa?


A gamificação está presente em muitos aspectos desses ambientes, mesmo que muitos não saibam!


Se você ainda não conhece muito sobre gamificação, dê uma olhada em nosso post O que é gamificação e como ela pode mudar a sua vida (assim como mudou a minha)? Mas simplificando bastante, a gamificação é a aplicação de técnicas de jogos em contextos cotidianos com a finalidade de motivar pessoas, melhorar aprendizado, produtividade, resolver problemas ou mudar comportamentos e construir bons hábitos em um ambiente.


Ou seja, com aplicações da gamificação é possível tornar o ambiente de sua empresa mais agradável, fazendo com que o momento de ir ao trabalho seja bom para os colaboradores e, assim, cada funcionário trará melhores resultados para a companhia!


Você tem dúvidas se a gamificação cumpre mesmo o que promete? Dê uma olhada em nosso post Vale a pena mesmo investir em gamificação?


Para saber mais sobre gamificação e seus benefícios fique a vontade para ler nossos posts e navegar pelo blog, nos seguir nas redes sociais (Linkedin, Instagram e Facebook), ouvir nosso podcast ou entrar em contato conosco!

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